segunda-feira, 12 de agosto de 2013

MuseuAfroBrasil

Visite o site: http://www.museuafrobrasil.org.br/

Acervo do Museu Afro Brasil


O acervo está organizado a partir dos seguintes temas centrais e constituído de uma tipologia abrangente:
África, Áfricas; Trabalho e Escravidão; Religiosidade Afro-brasileira; Festas: O Sagrado e o Profano; História e Memória; Arte do Século XVIII a Arte Contemporânea.

1. África, Áfricas
Caracterizado por obras que mostram a diversidade das culturas africanas e da arte por elas produzidas. Um dos objetivos centrais desse núcleo é o de enfatizar a competência das culturas africanas por meio das obras de arte que eram produzidas muito antes da escravidão atlântica. Outro importante objetivo é o de proporcionar a observação de características formais de abstração e síntese evidenciadas pelas obras de arte africanas sem, contudo, deixar de perceber a mão do artista, embora anônimo. Daí também a importância da presença de diversas obras de um mesmo povo. Nessa parte do acervo, encontram-se máscaras, esculturas, estatuetas, tecidos, joias, adornos, roupas eapliqués.
2. Trabalho e Escravidão
Trata do papel dos africanos escravizados e seus descendentes na construção da sociedade brasileira, como trabalhador essencial em todos os períodos do desenvolvimento econômico do País. A ênfase do núcleo é a competência tecnológica trazida pelas populações africanas que foram empregadas e adaptadas segundo as necessidades produtivas. A condição desse processo foi a violência brutal que impôs o domínio sobre o corpo e a alma do escravizado, suscitando, em contrapartida, diferentes estratégias de resistência, da rebelião aberta à silenciosa, além de inúmeras tentativas e conquistas negociadas. O visitante encontra ferramentas, equipamentos de ofício rural e urbano, instrumentos de castigo, gravuras, litografias, pinturas, esculturas, documentos históricos, fotografias e objetos do cotidiano.
3. Religiosidade Afro-brasileira
No Brasil, a escravidão colocou em contato as religiões de diferentes povos africanos, que acabaram por assimilar e trocar entre si elementos semelhantes de suas culturas. As religiões afro-brasileiras surgiram a partir da fusão de ritos de origem distintas e receberam nomes diferentes nas regiões do País. A relação com o catolicismo popular e com expressões religiosas indígenas também influenciou a formação de algumas dessas religiões. O núcleo evidencia as permanências e transformações africanas nas religiões afro-brasileiras. Neste núcleo, encontram-se ferramentas de orixás, roupas, esculturas, pinturas, gravuras, fotografias, objetos de culto, estatuetas, instrumentos musicais, máscaras e mobiliário.
4. Festas: o Sagrado e o Profano
Os africanos aqui escravizados acabaram por encontrar, no cristianismo que lhes foi imposto, espaços sociais para a preservação de suas culturas de origem. Este núcleo contém obras que destacam a apropriação pelos escravizados africanos e seus descendentes de celebrações festivas católicas, a partir da referência de suas culturas, permitindo-lhes preservar muitos de seus elementos, que se conservam ainda hoje no catolicismo popular e nas festas conhecidas como de expressão popular no Brasil. Isso está representado em máscaras, roupas, esculturas, mobiliário, adereços, santos, ex-votos, litografias, pinturas, fotografias, joias, balangandãs, instalações, estandartes e instrumentos musicais.
5. História e Memória
Procura resgatar como negro quem negro foi e quem negro é na história e na memória do Brasil. Reúne momentos nos quais personalidades negras se destacaram ou tiveram participação fundamental em diversas e diferentes áreas, da Colônia aos dias atuais. Assim, referencia ao público em geral, principalmente crianças e adolescentes, importantes nomes da história brasileira que foram ou são negros, através de fotografias, pinturas, documentos, esculturas e objetos.
6. Arte do Século XVIII à Arte Contemporânea

Este núcleo reúne obras da arte brasileira desde o Barroco e o Rococó, passando pelo século XIX, a Academia e os acadêmicos, bem como pelas artes de origem popular, ou arcaica e genuína, segundo Clarival de Valadares, para chegar à arte moderna, arte moderna geométrica, arte moderna figurativa e à arte contemporânea, sob a perspectiva da mão afro-brasileira na origem de sua criação. O visitante pode conferir pinturas, esculturas, gravuras, instalações, fotografias e documentos.

Grandes Personagens Negros

História
Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, é símbolo da luta pelos direitos dos afrodescendentes; o jornalista José do Patrocínio é reconhecido por ser um abolicionista. João Cândido é o mestre-sala dos mares, foi o comandante da Revolta da Chibata, e é tema de um dos mais belos sambas-enredo do carnaval carioca ("Há muito tempo nas águas da Guanabara, um dragão do mar apareceu, na figura de um velho feiticeiro, que a história não esqueceu. Conhecido como almirante negro..."). Outro destaque é Cosme Besnto das Chagas, 'O Mulato Cosme', um dos líderes da Revolta da Balaiada, e outro herói negro pouco conhecido na história do Brasil.
Esportes


Grandes personalidades negras marcaram a história do esporte no Brasil. Pelé, que era  engraxate de sapatos aos 11 anos de idade, aos 17 foi campeão mundial de futebol e hoje é considerado o atleta do século 20, o rei do futebol. Grandes nomes de afro-brasileiros destacam-se no esporte; por exemplo, Ronaldinho Gaúcho, Robinho, Grafite (futebol), Daiane dos Santos (ginástica), Maguila (boxe), Adhemar Ferreira da Silva e João Carlos de Oliveira, o 'João do Pulo' (salto triplo), Marta e Janeth (basquete), Fofão (vôlei), entre outros. No Brasil, os afrodescendentes são os mais premiados em praticamente todas as modalidades esportivas.
Artes
Nas artes, muitos negros se destacaram com obras belíssimas, como Aleijadinho, com suas esculturas em madeira e pedra-sabão; Agnaldo Manoel dos Santos, com suas esculturas de orixás; José da Paixão Silva, com suas gravuras que retratam a vida dura dos subúrbios; e o artista plástico Emanoel Araújo, ex-diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e diretor do Museu Afro Brasil (SP).
Literatura
Na arte de escrever, também há grandes escritores, como João da Cruz e Souza, o principal poeta do movimento simbolista, e Carolina Maria de Jesus, que se tornou conhecida internacionalmente com o livro Quarto de despejo. Luiz Gama, Lino Guedes, Maria Firmina dos Reis, maranhense que escreveu o romance Úrsula, Solano Trindade, com suas várias poesias temáticas, Osvaldo de Camargo, Mestre Didi, que escreveu os Contos crioulos da Bahia, Abdias do Nascimento, escritor de textos para peças teatrais, Oswaldo de Camargo, Cuti e Cidinha da Silva, escritores da atualidade, e outros. Não podemos esquecer também dos grandes Machado de Assis e Lima Barreto, considerados mestiços.
Música


O compositor e instrumentista Pixinguinha foi um dos maiores flautistas de todos os tempos e responsável pela popularização de instrumentos musicais afros no Brasil; ele misturou a sucessão de sons eruditos de origem europeia com os ritmos negros brasileiros e norte-americanos, ou seja, fez uma mudança radical no som do Brasil. Outro destaque é Antônio Carlos Gomes, que criou a grande ópera O Guarani, baseada no romance homônimo de José de Alencar. Chiquinha Gonzaga tinha origem mestiça. Tia Ciata, cozinheira, mãe de santo e cantora, também era a  dona da casa onde alguns sambistas se reuniam e onde os músicos cariocas do começo do século 20 se encontravam com muita frequência. Os encontros e festas na casa da tia Ciata acabaram se tornando tradição para os sambistas. Ainda hoje, ela é venerada por muitas pessoas.
Destacam-se também o cantor e compositor Milton Nascimento, Gilberto Gil, Djavan, Seu Jorge, Sandra de Sá, Leci Brandão, Elza Soares, Negra Li, Alcione, Margaret Menezes e Paula Lima. Há também algumas outras cantoras que migraram para estilos musicais como o jazz, fugindo um pouco do samba, estilo musical antes reservado, na maioria das vezes, aos afrodescendente. São elas: Adyel Silva, Alaíde Costa, Arícia Mess, Áurea Martins, Eliana Pittman, Ivete Souza, Izzy Gordon, Leila Maria, Misty, Rosa Marya Colin, Virgínia Rosa e Zezé Motta. Muitas delas fizeram sucesso primeiramente no exterior, e só depois tiveram o reconhecimento no Brasil.
Medicina e engenharia
Não é só nas artes que os negros se destacaram; na medicina também, como o médico Juliano Moreira (1873-1932), que se tornou famoso por seu empenho na aprovação de leis de assistência aos doentes mentais, é pioneiro da psiquiatria no Brasil. Na engenharia, o destaque fica para os irmãos Rebouças. André Pinto Rebouças participou da construção do porto da cidade do Rio de Janeiro e das principais docas dos estados de Pernambuco, Maranhão, Paraíba e Bahia. Seu irmão, Antônio Pereira Rebouças, construiu a estrada de ferro Paranaguá–Curitiba.
Grandes mulheres


Dandara foi uma das grandes líderes do Quilombo dos Palmares ao lado de Zumbi e foi assassinada em combate contra os portugueses, em defesa do Quilombo dos Palmares. Há também grandes mulheres afrodescendentes com representação na política: Theodosina Rosário Ribeiro, a primeira deputada negra da Assembleia Legislativa de São Paulo, que lutou pelos interesses da comunidade negra; Antonieta de Barros, a primeira a assumir um mandato popular no Brasil; e Benedita da Silva, a primeira governadora negra do país.

Nas artes, a atriz Ruth de Souza fundou o Teatro Experimental do Negro e já fez dezenas de peças, novelas e filmes. Zezé Motta, que representou Chica da Silva no cinema, hoje luta pela colocação de atores negros no mercado; Mercedes Baptista foi a primeira bailarina clássica negra do Brasil, tornando-se pioneira por fazer parte do corpo de baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. A lista é imensa: Chiquinha Gonzaga, Elisa Lucindo, Ruth de Souza, Isabel Fillardis, Léa Garcia, Taís Araújo, Gloria Maria, entre outras.

Fonte: http://www.klickeducacao.com.br/conteudo/pagina/0,6313,POR-2086-18409-,00.html

Livros com Tema Afro-Brasileiro

·        A Galinha d’Angola: Iniciação e Identidade na Cultura Afro-Brasileira. Arno Vogel, Marco Antonio da Silva Mello, Rio de Janeiro: Pallas, 1993.
·        A Bahia de outrora: Livraria Progresso Editora, 3a. ed. Salvador, 1955 (1a. edição em 1916)
·        Contos de Nagô: Edições GRD, Rio de Janeiro, 1963
·        Porque Oxalá usa Ekodidé: Ed. Cavaleiro da Lua, 1966




Filmes Afro-Brasileiros

Besouro


Besouro (Ailton Carmo) foi o maior capoeirista de todos os tempos. Um menino que — ao se identificar com o inseto que ao voar desafia as leis da física — desafia ele mesmo as leis do preconceito e da opressão. Passado no Recôncavo dos anos 20, Besouro é um filme de aventura, paixão, misticismo e coragem. Uma história imortalizada por gerações, que chega aos cinemas com ação e poesia no cenário deslumbrante do Recôncavo Baiano.
 Quando Manoel Henrique Pereira nasceu, não havia nem dez anos que o Brasil tinha sido o último país do mundo a libertar seus escravos. Naqueles tempos pós-abolição nossos negros continuavam tão alijados da sociedade que muitos deles ainda se questionavam se a liberdade tinha sido, de fato, um bom negócio. Afinal, antes de 1888 eles não eram cidadãos, mas tinham comida e casa para morar. Após a abolição, criou-se um imenso contingente de brasileiros livres, porém desempregados e sem-teto. A maioria sem preparo para trabalhar em outros serviços além daqueles mesmos que já realizavam na época da escravatura. E quase todos ainda sem a plena consciência de sua cidadania. O resultado desse quadro, principalmente nas regiões rurais, onde estavam os engenhos de açúcar e plantações de café, foi o surgimento de um grande contingente de negros libertos que continuavam, mesmo anos após a abolição, submetendo-se aos abusos e desmandos perpetrados por fazendeiros e senhores de engenho.
Assim era sociedade rural brasileira de 1897, ano em que Manoel Henrique Pereira, filho dos execra-vos João Grosso e Maria Haifa, nasceu na cidade de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano. Vinte anos depois, Manoel já era muito mais conhecido na cidade como Besouro Mangangá – ou Besouro Cordão de Ouro -, um jovem forte e corajoso, que não sabia ler nem escrever, mas que jogava capoeira como ninguém e não levava desaforo para casa. Como quase todos os negros de Santo Amaro na época viviam em função das fazendas da região, trabalhando na roça de cana dos engenhos. Mas, ao contrário da maioria, ele não tinha medo dos patrões. E foram justamente os atritos com seus empregadores – e posteriormente com a polícia – que deixaram Besouro conhecido e começaram a escrever a sua imortalidade na cultura negra brasileira.
            Há poucos registros oficiais sobre sua trajetória, mas é de se supor que a postura pouco subserviente do capoeirista tenha sido interpretada pelas autoridades da época como uma verdadeira subversão. Não por acaso, constam nas histórias sobre ele episódios de brigas grandiosas com a polícia, nas quais ele sempre se saía melhor, mesmo quando enfrentava as balas de peito aberto. Relatos de fugas espetaculares, muitas vezes inexplicáveis, deram origem a seu principal apelido: Mangangá é uma denominação regional para um tipo de besouro que produz uma dolorosa ferroada. O capoeirista era, portanto, “aquele que batia e depois sumia”. E sumia como? Voando, diziam as pessoas…
Histórias como essas, verdadeiras ou não, foram aos poucos construindo a fama de Besouro. Que se tornou um mito – e um símbolo da luta pelo reconhecimento da cultura negra no Brasil – nos anos que se sucederam à sua morte.
Morte que ocorreu, também, num episódio cercado de controvérsias. Sabe-se que ele foi esfaqueado, após uma briga com empregados de uma fazenda. Registros policiais de Santo Amaro indicam que ele foi vítima de uma emboscada preparada pelo filho de um fazendeiro, de quem era desafeto. Já a lenda reza que Besouro só morreu porque foi atingida por uma faca de ticum, madeira nobre e dura, tida no universo das religiões afro-brasileiras como a única capaz de matar um homem de “corpo fechado”.
E Besouro, o mito, certamente era um desses.

            Link para assistir:http://www.youtube.com/watch?v=7JjFbIRVtB8

Atabaque Nzinga

Documentário musical sobre a Cultura Afro Brasileira, cuja estrutura narrativa se traduz por um jogo de búzios, aonde nossa protagonista Ana (Taís Araújo) chega atraída pelo "chamado do tambor" em busca de seu autoconhecimento e seu caminho. Pela estrada da percussão nas locações de Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro, Ana encontra diferentes ritmos, grupos musicais e coreográficos, experienciando sua integração na sociedade brasileira. O material filmado em Angola, África, onde no séc. XVII viveu e reinou a Rainha Nzinga, guerreira famosa, cujo nome serve de batismo à protagonista do filme, é uma referência e ilustra o passado da história do negro no Brasil.

Música e Dança Afro-Brasileira

A música criada pelos afro-brasileiros é uma mistura de influências de toda a África subsaariana com elementos da música portuguesa e, em menor grau, ameríndia, que produziu uma grande variedade de estilos.
A música popular brasileira é fortemente influenciada pelos ritmos africanos. As expressões de música afro-brasileiras mais conhecidas são o samba, maracatu, ijexá, coco, jongo, carimbó, lambada, maxixe, macule lê.
Como aconteceu em toda parte do continente americano onde houve escravos africanos, a música feita pelos afrodescendentes foi inicialmente desprezada e mantida na marginalidade, até que ganhou notoriedade no início do século XX e se tornou a mais popular nos dias atuais.
Artistas brasileiros afro-descendentes:



Receitas de comidas Afro-Brasileiras

Acarajé
Ingredientes
2 kg de feijão fradinho
3 dentes de alho
Azeite de dendê para fritar
Sal a gosto.
Modo de Preparar:
Coloque o feijão fradinho de molho em água fria por 4 horas.
Quando o feijão começar a inchar, lave-o com água fria até soltar toda a casca.
Moer o feijão sem casca (em moinho especial ou processador) até formar uma massa branca espessa e acrescente o alho previamente moído.
Aquecer frigideira ou tacho com quantidade suficiente de azeite de dendê para cobrir os bolinhos de acarajé enquanto são fritos.
Os bolinhos devem ser feitos com uma colher (quantidade de massa que é retirada com uma colher do recipiente)
Frite em azeite bem quente virando-os uma única vez. Os bolinhos devem ficar com uma tonalidade avermelhada por fora e claro por dentro.
Sirva com pimenta, vatapá, caruru, camarão seco e salada de tomate verde, cebola e coentro.


Feijoada
Ingredientes:
Ingredientes
1 Kg de feijão preto
100 g de carne seca
70 g de orelha de porco
70 g de rabo de porco
70 g de pé de porco
100 g de costelinha de porco
50 g de lombo de porco
100 g de paio
150 g de linguiça portuguesa
Tempero:
2 cebolas grandes picadinhas
1 maço de cebolinha verde picadinha
3 folhas de louro
6 dentes de alho
Pimenta do reino a gosto
2 laranjas
40 ml de pinga Sal se precisar
1 talo de salsão
Modo de Preparar
Coloque as carnes de molho por 36 horas ou mais, vá trocando a água várias vezes, se for ambiente quente ou verão, coloque gelo por cima ou em camadas frias
Coloque para cozinhar passo a passo: as carnes duras, em seguida as carnes moles
Quando estiver mole coloque o feijão, e retire as carnes
Finalmente tempere o feijão
Acompanhamentos

Couve, arroz branco, laranja, bistecas, farofa, quibebe de abóbora, baião de dois, bacon, torresmo, linguicinha e caldinho temperado - copinhos.


Culinária Afro-Brasileira

A feijoada brasileira, considerada o prato nacional do Brasil, é frequentemente citada como tendo sido criada nas senzalas e ter servido de alimento para os escravos na época colonial. Atualmente, porém, considera-se a feijoada brasileira uma adaptação tropical da feijoada portuguesa que não foi servida normalmente aos escravos. Apesar disso, a cozinha brasileira regional foi muito influenciada pela cozinha africana, mesclada com elementos culinários europeus e indígenas.
A culinária baiana é a que mais demonstra a influência africana nos seus pratos típicos como acarajé, caruru, vatapá e moqueca. Estes pratos são preparados com o azeite-de-dendê, extraído de uma palmeira africana trazida ao Brasil em tempos coloniais. Na Bahia existem duas maneiras de se preparar estes pratos "afros". Numa, mais simples, as comidas não levam muito tempero e são feita nos terreiros de candomblé para serem oferecidas aos orixás. Na outra maneira, empregada fora dos terreiros, as comidas são preparadas com muito tempero e são mais saborosas, sendo vendidas pelas baianas do acarajé e degustadas em restaurantes e residências.



Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_afro-brasileira